O chocalho português é um instrumento de percussão idiofone com um badalo interno único, normalmente pendurado numa cinta de couro ao redor do pescoço de um animal. É utilizado tradicionalmente pelos pastores para localizar e controlar os seus rebanhos, criando uma sonoridade inconfundível nas zonas rurais.
Os chocalhos são feitos manualmente em ferro, que é martelado a frio e dobrado na bigorna até ficar em forma de taça. Pequenos pedaços de cobre ou estanho são colocados à volta do ferro, que é depois envolto numa mistura de barro e palha. A peça é cozida e, em seguida, mergulhada em água gelada para uma rápida refrigeração. Por fim, a argila queimada é removida, o cobre ou estanho que recobre o ferro é polido e o tom do sino é afinado. O conhecimento técnico é transmitido no seio da família, de pais para filhos.
Em Portugal, a localidade de Alcáçovas é o principal centro de fabrico de chocalhos e os seus habitantes orgulham-se deste património. No entanto, esta prática é cada vez menos sustentável devido às recentes mudanças socioeconómicas. Novos métodos de pastagem requerem cada vez menos pastores e a maioria dos chocalhos são agora produzidos usando técnicas industriais mais baratas. Atualmente, existem apenas 11 oficinas e 13 fabricantes de chocalhos, 9 dos quais têm mais de 70 anos de idade.
«Possue a nossa terra inúmeros bosques de azinheiras, sobreiros, castanheiros, carvalhos, pinheiros, alfarrobeiras, amendoeiras, aveleiras, nogueiras, oliveiras. A azinheira e o sobreiro predominam no Alentejo como região mais seca; a primeira prefere os terrenos cálcarios, os sobreiros os graníticos. Há também azinheiras no Algarve, na Beira-Baixa (C. Branco), e nos terrenos xistentos dos concelhos de Bragança, Mogadouro, Moncorvo e Macedo, como até certo ponto o provam as designações locativas Izeda (iliceta) e Ligares (arc. Iligares: de ilex*); a sobreira domina igualmente no Sul do Tejo, e nos distritos de Lisboa, Santarém e Castelo-Branco. A toponímia prova, porém, que as mesmas árvores aparecem noutros territórios, já formando matas, já disseminadas: há Azinhal na Guarda, Azinheira em Leiria; sobreda na Beira Marítima e na Alta, Sobredo e Sobrosa no Alto-Minho, Sobrido no Baixo-Minho, Sobreira no Baixo-Douro, Sobreiral em várias províncias. Propriamente, pelo menos no Alto-A...
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